terça-feira, 18 de agosto de 2009

OS EFEITOS DO ÁLCOOL NO ORGANISMO HUMANO


Efeitos do Álcool sobre o Cérebro


Os resultados de exames pós-mortem (necropsia) mostram que pacientes com história de consumo prolongado e excessivo de álcool têm o cérebro menor, mais leve e encolhido do que o cérebro de pessoas sem história de alcoolismo. Esses achados continuam sendo confirmados pelos exames de imagem como a tomografia, a ressonância magnética e a tomografia por emissão de fótons. O dano físico direto do álcool sobre o cérebro é um fato já inquestionavelmente confirmado. A parte do cérebro mais afetada costumam ser o córtex pré-frontal, a região responsável pelas funções intelectuais superiores como o raciocínio, capacidade de abstração de conceitos e lógica. Os mesmos estudos que investigam as imagens do cérebro identificam uma correspondência linear entre a quantidade de álcool consumida ao longo do tempo e a extensão do dano cortical. Quanto mais álcool mais dano. Depois do córtex, regiões profundas seguem na lista de mais acometidas pelo álcool: as áreas envolvidas com a memória e o cerebelo que é a parte responsável pela coordenação motora.


O álcool ingerido em grandes quantidades dificulta também a assimilação de vitaminas pelo organismo, principalmente a B1, essencial para a saúde dos nervos. É por isso que os alcoólatras têm os nervos afetados. Muitos passam então a fumar, na tola ilusão de assim contrabalançar o seu problema de nervos. Com isso mergulham rumo à total degradação física e anímica.

O álcool tem um efeito devastador no viciado. No alcoolismo crônico é comum a ocorrência do "delirium tremens"; o alcoólatra treme pelo corpo todo. A temperatura da pessoa pode chegar acima de 40°C e o suor é tão abundante que ele pode morrer de desidratação. A pele fica avermelhada em razão dos danos aos vasos sanguíneos sob a pele. Os nervos afetados podem causar impotência; o indivíduo também pode ficar estéril em razão dos efeitos tóxicos no esperma. O álcool ainda pode causar pressão alta, arritmia, ataques cardíacos, derrames cerebrais e danos aos músculos cardíacos. Os eletroencefalogramas de alcoólatras mostram que há um encolhimento cerebral; a destruição das células cerebrais provoca deterioração intelectual, perda de memória e demência. Também são comuns sintomas de depressão. O fígado, que converte o álcool num produto ainda mais tóxico, o acetaldeído, fica escravo da bebida e acaba negligenciando o metabolismo dos alimentos, o que leva ao acúmulo de toxinas e de gorduras no sangue. O excesso de álcool provoca ainda arteriosclerose e miocardiopatia (degeneração do músculo cardíaco), podendo também causar câncer de garganta, de esôfago e de boca. A pesquisadora Gilka Fígaro Galtas, da Faculdade de Medicina da USP, concluiu que a bebida causa de 80% a 90% dos casos de câncer de boca. Os principais danos causados nos órgãos são os seguintes:

Fígado: hepatite, cirrose (endurecimento e degeneração do tecido);

Pâncreas: pancreatite (inflamação na qual o pâncreas libera suas enzimas no próprio tecido);

Estômago: gastrite, úlcera;

Sistema nervoso: lesões cerebrais, epilepsia, psicose e demência;

Estudos revelam também que o uso do álcool tem um efeito definido e desfavorável em várias glândulas do corpo. Nos homens, o uso do álcool determina certa atrofia nos testículos, resultando uma redução no número de espermatozóides produzidos. Em casos extremos esta produção desaparece. Nas mulheres, revela-se um efeito semelhante nos ovários.

|

domingo, 26 de julho de 2009



Há sete meses, Anderson Lopes Miranda, de 33 anos, vivia com as duas filhas – de 1 e 3 anos - e a mãe das meninas em um albergue para famílias na capital paulista. Sobrevivia de recolher latinhas. Mas, como líder do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), já havia viajado a Brasília mais de 20 vezes e a países como Alemanha e Argentina. Isso para pedir, principalmente, o fim do assistencialismo e início das políticas públicas para os moradores de rua. “Chega de ser um problema só de assistência, queremos ser tratados como problema de saúde pública, educação, trabalho e habitação”, afirma.
Órfão de pai e mãe, Miranda viveu em orfanatos até os 14 anos quando saiu para morar em uma pensão e trabalhar como office boy. A primeira noite na rua aconteceu poucos meses depois, quando voltava de Atibaia, no interior de São Paulo, e o ônibus quebrou. “Estava na rodoviária do Tietê às 2h quando dois homens me assaltaram, levaram R$ 2 mil, roupas e tudo que eu tinha”, conta. Sem família e sem dinheiro, Miranda foi para a rua.
Miranda, hoje com casa e família, defende moradores de rua . Sozinho, aprendeu a “não dormir, só cochilar”. “É aquele medo à noite. Entrava em crise comigo. Se passava alguém perto, já levantava rápido”, afirma. No centro da cidade, debaixo de uma marquise no bairro da Barra Funda, conta presenciou a morte de um morador de rua por dever R$ 80 a outro. “Os dois brigaram e um meteu um paralelepípedo na cabeça do outro”, lembra.
Com medo, começou a “pegar o trecho” – gíria para andar de uma cidade a outra. Em uma de suas caminhadas, no ano de 2000, afirma que foi a pé de Minas Gerais até a Bahia. Quando chegou em Itabuna, no sul do Estado, foi atropelado por um caminhão. “Me levaram para o hospital, mas quando souberam que eu era indigente me jogaram uma tala e me deixaram na cama por três dias. Eu só recebia bolacha de água e sal e água”, diz ele, que afirma ter chegado a pesar 35 quilos.
De volta a São Paulo, já recuperado, Miranda iniciou a luta em defesa dos moradores de rua. Em 2004, após o assassinato de sete pessoas que dormiam na Praça da Sé, região central de São Paulo, foi organizado o primeiro Movimento Nacional dos Moradores de Rua.
Luta pelos moradores de rua
Em 2005, aconteceu o primeiro seminário da população de rua em Brasília, que reuniu diversos representantes da sociedade civil e do governo federal para discutir a questão. No ano seguinte, foi criado um Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) para elaborar uma Política Nacional para a População de Rua.
O segundo encontro nacional da população em situação de rua ocorreu em 19 de maio último, em Brasília. No evento, estiveram presentes cerca 170 moradores e ex-moradores de rua, além de ONGs e ministros.
"Não queremos guetos. Queremos conviver"
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), A Política Nacional passou por ajustes neste encontro. Quando o novo texto estiver pronto ele será encaminhado ao presidente Lula para que se torne um decreto.
A intenção, conforme o governo, é que os ministérios envolvidos no programa transformem as diretrizes da política em plano de trabalho.
Miranda afirma que a Política Nacional pede principalmente a inclusão do morador de rua nos programas já existentes. “Não queremos a criação de banheiros públicos só para moradores de rua. Não queremos gueto, queremos conviver”, explica.
"Não consigo sair da rua, se eu não ficar duas ou três noites dormindo na rua eu enlouqueço"
Entre as propostas, está a de que 5% das vagas de moradia da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) sejam destinadas à população de rua.
Vida nova com hábitos antigos
Com residência fixa e carteira assinada, Miranda, hoje, pode dizer que saiu da situação de rua. Vive as duas filhas e a mãe delas em um apartamento da CDHU na Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital. Mesmo com a casa, ele diz que não perdeu alguns hábitos antigos. “Não consigo sair da rua, se eu não ficar duas ou três noites dormindo na rua eu enlouqueço”, afirma.
Outro costume que permanece é o de recolher latinhas. Com a diferença que hoje não as vende mais, só repassa para quem precisa. “Mesmo trabalhando eu cato latinha, se não fizer isso eu perco a minha raiz. Minha vida sempre foi essa, nunca depender só dos outros. É o que me sinto feliz”, diz.

sábado, 25 de julho de 2009

Projeto adote um morador de rua


O Projeto Escola de Pescadores que tem adotado o Programa " Adote um morador de rua" foi a prensentado em uma banca externa na Universidade Candido Mendes na rua Sete de Setembro no Centro do Rio de Janeiro e teve uma grande aceitação entre os componentes da bamca examinadora ficando com as melhores conciderações e sendo aprovada com unanimidade pela banca examinadora. O Projeto Escola de Pescadores esta sendo desenvolvido pelo Centro de Recuperação Porta Formosa uma entidade sem fins lucrativos que tem tirado muitas pessoas das ruas do Rio de Janeiro, ja temos vários patrocinadores de peso para podermos por em pratica total o nosso, o seu Projeto Escola de Pescadores.